União Europeia abre investigação para avaliar aquisição da Activision Blizzard pela Microsoft

Gigante de tecnologia anunciou a compra da desenvolvedora dos jogos da série “Call of Duty” em janeiro deste ano, pelo valor de US$ 69,7 bilhões; órgão regulador europeu deve tomar decisão até março de 2023
Comissão Europeia pode barrar compra da Activision Blizzard pela Microsoft
Compra da Activision Blizzard pela Microsoft, fabricante do Xbox, será investigada na Europa (crédito: Freepik)

A Comissão Europeia, órgão executivo da União Europeia (UE), anunciou, nesta terça-feira, 8, que abriu uma investigação “profunda” para avaliar a proposta de aquisição da desenvolvedora de videogames Activision Blizzard pela Microsoft.

A instituição teme que o negócio reduza a concorrência nos mercados de distribuição de jogos eletrônicos para consoles e PCs, além de afetar o setor de sistemas operacionais para computadores.

Fabricante dos consoles Xbox, a Microsoft anunciou a intenção de comprar a Activision Blizzard em janeiro deste ano. A proposta de aquisição é de US$ 69,7 bilhões – a maior da história do setor de videogames.

Em nota à imprensa, a Comissão Europeia sinalizou que uma investigação preliminar indica que a transação pode reduzir significativamente a concorrência no setor de videogames, incluindo serviços de assinatura de jogos e de streaming de jogos por nuvem.

Além disso, o órgão aponta que a Microsoft poderia associar os jogos da desenvolvedora ao sistema operacional Windows, o que desestimularia os consumidores a comprar PCs que utilizam outros softwares.

A Activision Blizzard é a desenvolvedora de “Call of Duty”, uma das séries de jogos mais bem-sucedidas em vendas em todo o mundo. A empresa também é proprietária de outras franquias relevantes na indústria, como “Diablo” e “Overwatch”.

Em resumo, o órgão europeu teme que, ao adquirir a Activision Blizzard, a Microsoft impeça os jogos da empresa de chegarem a consoles e sistemas operacionais de concorrentes.

“Estratégias de limitação de acesso poderiam reduzir a competição nos mercados de videogames para consoles e PCs, levando a preços mais altos, qualidade mais baixa e menos inovação para os distribuidores de jogos, o que pode ser repassado aos consumidores”, afirma, em nota, o órgão regulador europeu.

A Comissão Europeia salientou que foi notificada da transação no último dia 30 de setembro e tem até o dia 23 de março de 2023 para tomar uma decisão.

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Da Redação

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