TIM cria fundo de investimentos 5G

Fundo 5G receberá US$ 50 milhões da TIM nos próximos 2 anos, e será gerido pela Upload Ventures Growth

Carrinho de supermercado de brinquedo com cédulas de real

A TIM Brasil informou nesta quinta-feira, 28, que fechou parceria com a Upload Ventures Growth para criação de um fundo de investimentos com foco em soluções baseadas em tecnologia 5G.

“Os investimentos têm por objetivo desenvolver empresas de diversos setores da economia e em estágio inicial  (startups e scaleups), principalmente aquelas que já possuem modelos de negócios validados e consistentes, apoiando seus planos de crescimento.

Além dos aportes financeiros pelo Fundo 5G, as empresas investidas poderão contar com acesso a ativos industriais e tecnológicos da TIM para alavancar seu crescimento”, diz a companhia.

A operadora diz que a Upload será responsável por captar recursos para o fundo. Vai selecionar empresas para receber aportes e fará o acompanhamento dessas empresas. Atualmente, já há 12 negócios definidos como “potenciais alvos” para os dois primeiros anos de operação do fundo 5G.

TIM e Upload farão entre 8 e 10 investimentos, com aportes médios entre US$ 20 milhões e US$ 25 milhões cada, em um período de dois a três anos, especialmente em empresas brasileiras. Através desses aportes, será constituído um portfólio de investidas totalizando US$ 250 milhões com recursos de investidores nacionais e internacionais.

“A TIM será a principal investidora do Fundo 5G, aportando até US$ 50 milhões nos próximos 24 meses”, informa a companhia. Outros investidores serão chamados a participar da iniciativa. A prospecção de empresas potenciais para receber aportes vai considerar o interessa da tele em desenvolver negócios B2B e B2B2C nas verticais de agronegócio, saúde, transporte, logística e mineração.

Apostar em empresas com potenciais sinergias não chega a ser novidade na operadora. A TIM participa do Cubo, em São Paulo, uma incubadora de startups. A empresa também fechou, nos últimos dois anos, acordos para criar novos negócios com empresas do setor bancário, de saúde, segurança, iniciativas baseadas em troca de participação acionária conforme a capacidade da tele de atrair usuários às plataformas.

Essas parcerias, no entanto, não são simples. O acordo com o C6, por exemplo, está em xeque, e passa por arbitragem em razão da participação combinada a ser recebida pela operadora.

Na última semana, Cogna e TIM desfizeram parceria na área da educação, que resultou no aplicativo Ampli. O comunicado do distrato, publicado dia 17, foi discreto, curto e direto: “a Cogna e a Tim S.A. (“TIM”) acordaram mutuamente em distratar o acordo de parceria firmado em 07 de julho de 2021. O termo de distrato foi assinado em bases amigáveis. As partes mantêm um contrato de confidencialidade sobre os termos da parceria e seu encerramento”.

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Rafael Bucco

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