Sócios da Meta insatisfeitos com aportes de Zuckerberg no metaverso

Unidade do Facebook responsável pela construção do ecossistema registrou perdas de US$ 3,7 bilhões no terceiro trimestre; investidores sinalizam perda de confiança na aplicação, segundo jornal britânico
Investidores da Meta estão insatisfeitos com o metaverso
Investidores da Meta demonstram insatisfação com os gastos com o metaverso (crédito: Freepik)

Os acionistas da Meta (dona do Facebook) se mostraram insatisfeitos e criticaram a administração da empresa pela intenção de aumentar os gastos em torno do metaverso, uma aposta de longo prazo do CEO Mark Zuckerberg.

Segundo o jornal britânico “Financial Times”, os investidores consideraram decepcionantes os resultados do terceiro trimestre deste ano. Além disso, há uma sensação de perda de confiança em relação aos planos da empresa de viabilizar o ecossistema de realidade aumentada.

Na comparação com o mesmo período do ano passado, a Meta viu, de julho a setembro, a receita cair 4% e o lucro diminuir 52%, o que fez o valor das ações da companhia despencar.

A Reality Labs, unidade da Meta responsável pela construção do metaverso, registrou perdas de US$ 3,7 bilhões no terceiro trimestre. Em nove meses, o prejuízo soma US$ 9,4 bilhões.

De acordo com o jornal, a reação negativa aos números aumentou ainda mais quando a empresa declarou que as perdas devem “crescer significativamente” em 2023, com o capex chegando a US$ 39 bilhões.

Apesar do aborrecimento dos acionistas, a Meta não apresenta, até o momento, nenhum sinal de que vai recuar no que diz respeito ao metaverso. Ao jornal inglês, a empresa se limitou a dizer que valoriza a opinião dos investidores e que procura estar ciente de suas perspectivas.

O FUTURO DO METAVERSO

Embora ainda pouco palpável, a expectativa é de que o metaverso deslanche com base na tecnologia 5G. Estudo da Ericsson aponta que a velocidade mais rápida de internet e a confiabilidade da rede devem abrir caminho para as experiências de realidade aumentada.

Em junho, em evento no Brasil, Lester Garcia, head de Políticas Públicas e Conectividade para América Latina da Meta, destacou que o ecossistema deve reduzir custos para as empresas e provocar o surgimento de novos mercados. “Toda a interação humana poderá ser mais rápida, mais barata e sem barreira de idiomas no metaverso”, frisou.

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Da Redação

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