Qualcomm fechou acordo de seis anos para suprir fabricação de chips

O acordo prevê que a UMC, de Taiwan, adicione capacidade à Qualcomm em meio a crise de desabastecimento de semicondutores

A Qualcomm pode ter fechado um acordo de seis anos com a  United Microelectronics (UMC) para o oferecimento de suporte de capacidade para a empresa estadunidense, conforme afirmaram fontes ligadas à indústria para o DigiTimes. A UMC é uma fundição de semicondutores sediada em Taiwan, que produz integração de circuitos (IC)

A Qualcomm está entre os oito clientes da UMC para expansão de sua capacidade de produção. O objetivo da companhia é ampliar sua produção de chips, em meio a crise global de desabastecimento, além de diversificar suas fontes de fundição. A taiwanesa também é fornecedora da Samsung, MediaTek, Novatek e Realtek.

Por conta de sanções impostas pelo governo dos Estados Unidos, a Qualcomm perdeu um de seus fornecedores, a SMIC. A chinesa, uma das maiores produtoras de semicondutores do mundo, entrou para a lista de companhias que, na concepção dos EUA, possuem ligação com o exército chinês, em dezembro de 2020. O produtor de chips também enfrentou irrupções da cadeia de suprimentos devido ao fechamento de uma fábrica de semicondutores no Texas durante uma tempestade de inverno.

Em abril, a UMC anunciou o “modelo de cooperação P6”, que consiste em um investimento de NT$ 100 bilhões (R$ 19,04 bilhões) para expandir uma de suas fábricas em Taiwan. O novo espaço terá equipamentos para a produção de chips menores, de 14 nm. Eles poderão começar a ser fabricados a partir do segundo semestre de 2023. Isso adicionará mais 27,5 mil wafers por mês. (Com agência internacional)

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Da Redação

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