Operadora britânica do atacado propõe elevar preços para universalizar infraestrutura

Openreach quer que consumidor e operadoras que contratam seus serviços banquem a expansão da malha, que deve custar até R$ 2,5 bilhões.
Designed by Freepik
Designed by Freepik

A Openreach, braço de infraestrutura e atacado da British Telecom, propôs à Ofcom, o regulador de telecomunicações do Reino Unido, uma forma de acelerar a implantação de redes em áreas com pouca ou nenhuma oferta. A ideia é cobrar dos clientes.

O preço não foi revelado, mas a intenção é que as operadoras que necessitam do serviço da Openreach arquem com o total do investimento necessário – que vai de £ 450 milhões a £ 600 mihões (entre R$ 1,8 bilhão e R$ 2,5 bilhões). No fim das contas, a expectativa é que a medida resulte na elevação dos preços ao consumidor final.

Além de repassar aos clientes, a Openreach também condicionou a proposta a mudanças na regulação, que tornem mais simples a exploração do serviço de atacado do mercado de acesso. E que não seja imposta nenhuma regra que obrigue a universalização.

Motivo da proposta

O governo britânico realizou este ano uma consulta pública sobre formas de universalizar a banda larga no país. Por lei, antes de elaborar um projeto próprio, deve pedir uma proposta à British Telecom, herdeira do sistema estatal de telecomunicações e dona da Openreach.

Segundo a empresa, embora seu plano resulte em aumento dos preços ao consumidor final, seria capaz de atender a unviersalização mais rapidamente do que uma iniciativa nova do governo. O plano da empresa, chamado UBC (de universal broadband coverage), estima conectar 98,5% das casas com banda larga fixa até 2020, e 99% até 2022.  (Com agências internacionais)

Avatar photo

Da Redação

A Momento Editorial nasceu em 2005. É fruto de mais de 20 anos de experiência jornalística nas áreas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e telecomunicações. Foi criada com a missão de produzir e disseminar informação sobre o papel das TICs na sociedade.

Artigos: 10498