Mercado financeiro prevê queda na inflação, nos juros e no dólar

Conforme Boletim Focus de hoje, 31, a inflação cai para 4,84% este ano e 3,89% em 2024. Às vésperas da reunião do Copom, mercado mantém projeção de corte da Selic
Mercado financeiro vê queda inflação, juros e dólar. Crédito-Freepik
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A previsão do mercado financeiro para a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA),  caiu de 4,9% para 4,84% neste ano. A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (31), pesquisa divulgada semanalmente, em Brasília, pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Para 2024, a projeção da inflação ficou em 3,89%. Para 2025 e 2026, as previsões são de 3,5% para os dois anos. A estimativa para este ano está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3,25% para 2023, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,75% e o superior 4,75%.

Juros

Já as projeções para a  Selic (taxa básica de juros) permanecem em 12% para 2023. No entanto, caiu nas demais projeções até 2026, indicando que o mercado aposta em reajustes mais agressivos por parte do BC.

A expectativa é de início do ciclo de afrouxamento para 2023, pois a Selic está em 13,75% hoje. As projeções para 2024 foram reduzidas de 9,5% para 9,25% e as de 2025 de 9% para 8,75%.

Dólar

Em relação ao dólar, as apostas para 2023 caíram de R$4,97 para R$4,91. Para 2024, a projeção diminuiu de R$5,05 para R$5. Em 2025, a projeção foi reduzida de R$5,12 para R$5,08.

PIB

A projeção do mercado financeiro para o crescimento da economia brasileira neste ano ficou em 2,24%, mesma do boletim da semana passada.

Para 2024, a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – é de crescimento de 1,3%. Para 2025 e 2026, o mercado financeiro projeta expansão do PIB em 1,9% e 1,97%, respectivamente.

(com agência Brasil).

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Redação DMI

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