Megatelecom compra InterNexa Brasil e entra no mercado de backbone

Com a aquisição, empresa de serviços B2B ingressa no mercado de redes de longa distância; transação ainda precisa de aprovação da Anatel e do Cade
Megatelecom entra no mercado de backbone com compra da InterNexa Brasil
Megatelecom comprou 100% das ações da InterNexa Brasil (crédito: Freepik)

A Megatelecom anunciou a aquisição de todas as ações da InterNexa Brasil. A transação, cujo valor não foi revelado, faz parte do projeto do provedor de se consolidar no mercado de operadoras B2B no território nacional. Além disso, abre caminho para a Megatelecom entrar no mercado de redes de longa distância (backbones).

Em nota divulgada na segunda-feira, 4, a empresa destacou que a aquisição da InterNexa leva em conta os ativos de rede, os quais se estendem pelos estados da região Sul, além de outra entre São Paulo e Rio de Janeiro, com pontos em cidades estratégicas no interior paulista, como Campinas e São José dos Campos.

Desde a sua entrada no mercado brasileiro, a InterNexa se dedica a construir um ecossistema de conectividade, com foco em operadoras de telecomunicações, provedores de acesso e empresas de conteúdo. Com a aquisição, a Megatelecom ingressa no mercado de backbones de alta disponibilidade e densidade, usando a rede elétrica de transmissão, através de rede OPGW (cabos de aterramento óptico, na sigla em inglês).

Eduardo Sedeh, CEO da Megatelecom, pontuou que as empresas possuem valores estratégicos semelhantes, sobretudo no que diz respeito à prestação dos serviços, ao atendimento ao cliente e à relação com os funcionários.

“Nosso compromisso é com a continuidade das operações, podendo agregar ao atual portfólio da empresa o nosso conhecimento em TI e capacidade de investimento”, diz, em nota, o executivo.

Na avalição de Carlos Giraldo, CEO da InterNexa Brasil, o fato de as estratégias das empresas convergirem facilitou a negociação. “Encontramos na Megatelecom o parceiro ideal para seguir com nosso plano estratégico e visão para o mercado brasileiro”, afirmou.

A transação ainda precisa passar pelas análises regulatórias da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE). (Com assessoria de imprensa)

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Da Redação

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