MEC planeja conectar todas as 138 mil escolas públicas em um ano

Coordenadora-geral de Tecnologia e Inovação da Educação Básica do Ministério da Educação afirma que objetivo é “prioridade absoluta” e que pasta quer “acelerar o processo” de conexão das instituições públicas de ensino; MCom, por outro lado, reduz estimativa de entrega de chips do programa Internet Brasil
Ana Úngari Dal Fabbro - Primeiro Painel - Edtechs e as escolas públicas
Ana Úngari Dal Fabbro | Coordenadora-Geral de Tecnologia e Inovação da Educação Básica do Ministério da Educação

O Ministério da Educação (MEC) trabalha com a meta de conectar as 138 mil escolas públicas do País. Isso deve ser feito dentro do prazo de um ano, informou a coordenadora-geral de Tecnologia e Inovação da Educação Básica da pasta, Ana Úngari Dal Fabbro, nesta terça-feira, 30.

“Não dá para pensar em um universo menor do que esse”, afirmou, durante painel do Edtechs e as Escolas Públicas, evento realizado pelo Tele.Síntese, com apoio institucional da Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação (Assespro). “O nosso desafio é universalizar [o acesso nas escolas] e vai ter que ser feito”, complementou.

De acordo com Ana, as instalações de redes de acesso devem contar com suporte do Ministério das Comunicações (MCom), da Entidade Administradora da Conectividade de Escolas (Eace), do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

“Em um ano, não conseguimos resolver o problema do começo ao fim, levar a internet em todos os parâmetros adequados para essa 138 mil escolas”, ponderou a coordenadora-geral do MEC. “Mas uma entrega importante que temos, em um ano, é ter todas as escolas já com conexão”, reforçou.

Ana ainda salientou que a pasta está “com uma pressa muito grande para conseguir acelerar esse processo” de prover conexão a todas as escolas. A instalação de redes WiFi em todas as salas de aula e a distribuição de equipamentos em larga escala, no entanto, devem ficar para outro momento.

“Isso é prioridade absoluta não só em termos de alocação de recursos, mas também de velocidade para conseguirmos fazer esses investimentos o mais rápido possível para entregar uma coisa que já teríamos de ter avançado como país”, destacou.

Além disso, Ana informou que o MEC quer ampliar as formas de mensurar a conectividade nas escolas. A pasta tem estudado a elaboração de indicadores para monitorar critérios como velocidade, latência e experiência de uso das redes nos ambientes escolares.

Internet Brasil

Pelo lado do MCom, o diretor substituto do Departamento de Investimento e Inovação da Secretaria de Telecomunicações, David Penha, apontou que a meta é distribuir 500 mil chips neutros, por meio do programa Internet Brasil, até o ano que vem. Os pacotes de dados são de 20 GB e devem ajudar alunos de escolas públicas a acessarem a internet por intermédio de redes móveis.

David Penha - Primeiro Painel - Edtechs e as escolas públicas
David Penha | Diretor Substituto do Departamento de Investimento e Inovação da Secretaria de Telecomunicações do Ministério das Comunicações

O projeto consiste na distribuição de chips para alunos do 3º ao 9º ano do Ensino Fundamental da rede pública. Os estudantes e suas famílias devem estar inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).

A meta externalizada, contudo, é menor do que a previsão inicial do programa.

“Começamos com uma expectativa de conectar até 700 mil alunos. Com a PoC [Prova de Conceito], baixamos essa expectativa para 500 mil. Tem a tecnologia, o preço aumenta, tem todas essas questões para tratar”, justificou Penha. “A PoC serve para isso, para você não dar um passo maior do que as pernas”, acrescentou.

Vale destacar que o projeto-piloto ainda segue em andamento. Segundo Penha, escolas de Minas Gerais foram integradas à etapa preliminar para ampliação dos testes com os chips.

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Eduardo Vasconcelos

Jornalista e Economista

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