IX.br bate recorde histórico de tráfego

Expansão da infraestrutura em capitais como Fortaleza, Rio, Porto Alegre e Brasília impulsiona novo marco para os Pontos de Troca de Tráfego no Brasil

Crédito: Freepic IX.br
 

O IX.br, projeto mantido pelo NIC.br para promover a interconexão direta entre redes que compõem a Internet no país, atingiu pela primeira vez o pico de 40,26 Tbps de tráfego agregado em suas 38 localidades. A marca foi registrada na noite de segunda-feira, 21 de abril de 2025, conforme dados divulgados pelo NIC.br e confirmados pelo painel gráfico de monitoramento diário de tráfego.

O crescimento foi puxado principalmente pelas localidades de Fortaleza (5,78 Tbps), Rio de Janeiro (4,94 Tbps), Porto Alegre (1,09 Tbps) e Brasília (713,92 Gbps), que apresentaram aumento consistente na média diária de dados trocados. A capital paulista, com 25,61 Tbit/s de pico, continua liderando o tráfego nacional, respondendo sozinha por mais da metade da capacidade total registrada.

 

O IX.br é hoje o maior conjunto de Pontos de Troca de Tráfego Internet (PTT) do mundo. Segundo o NIC.br, a interconexão direta promovida pelo IX.br resulta em conexões mais velozes, com menor latência e menor custo, além de maior resiliência para as operadoras, ISPs e empresas que compõem o ecossistema digital nacional.

Impacto regional

O gráfico diário de tráfego mostra que, além das grandes capitais, cidades como Curitiba, Salvador, Recife, Belo Horizonte, Manaus e Florianópolis também contribuíram significativamente para o volume total. Em Curitiba, por exemplo, o pico foi de 461,13 Gbps, e em Salvador, de 353,48 Gps.

Já entre os pontos de troca com menor tráfego, destacam-se Avaré (SP), com pico de 26,91 Mbps, e Marabá (PA), com 16,44 Gbps — indicando um avanço da infraestrutura de interconexão para cidades fora dos grandes centros, o que pode favorecer a descentralização e capilaridade do tráfego IP.

A métrica de 40 Tbps é considerada um marco técnico expressivo para o Brasil, refletindo não só o aumento no consumo de banda por parte dos usuários finais, mas também o amadurecimento da arquitetura de redes interligadas no país.

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Da Redação

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