IBM aponta IA agêntica e soberania de IA como prioridades estratégicas para 2026
Estudo do IBM Institute for Business Value indica que 75% dos executivos brasileiros esperam agentes de IA operando de forma independente até o fim de 2026.
A IBM divulgou, nesta segunda-feira, 26, o estudo “5 Tendências para 2026”, elaborado pelo IBM Institute for Business Value (IBV), que mapeia as prioridades estratégicas de líderes empresariais diante de um ambiente marcado por disrupção tecnológica, volatilidade econômica e pressão por decisões cada vez mais rápidas, em um levantamento que aponta a IA agêntica, a soberania de IA e a velocidade operacional como eixos centrais para a competitividade das organizações no próximo ciclo.

IA agêntica no centro das decisões
De acordo com o estudo, 65% dos executivos brasileiros afirmam que agentes de IA já contribuem para decisões mais rápidas e para a realocação de recursos em contextos de disrupção. A expectativa é de avanço significativo da autonomia desses sistemas: 75% dos líderes no país esperam que agentes de IA operem de forma independente até o final de 2026, integrados a processos críticos de negócio.
Velocidade e perspectiva de crescimento
O levantamento também indica um cenário de confiança entre os executivos brasileiros. Noventa e três por cento afirmam ter uma visão positiva sobre o desempenho futuro de suas organizações. Ao mesmo tempo, a velocidade aparece como fator determinante: 82% dizem que perderão vantagem competitiva se não conseguirem operar em tempo real, e 98% reconhecem a necessidade de decisões cada vez mais ágeis.
Soberania de IA e confiança
Outro ponto central do estudo é a soberania de IA, definida como a capacidade de controlar, governar e proteger sistemas, dados e infraestrutura de inteligência artificial. Oitenta e cinco por cento dos executivos brasileiros dizem que precisam considerar a soberania de IA em suas estratégias para 2026. A confiança do consumidor surge como variável decisiva: 95% afirmam que a confiança dos clientes em suas soluções de IA definirá o sucesso de novos produtos e serviços. Em paralelo, 56% demonstram preocupação com a dependência excessiva de recursos computacionais concentrados em determinadas regiões.
Ecossistemas de parceiros
O estudo destaca ainda o papel dos ecossistemas de parceiros. No Brasil, 69% dos executivos afirmam que parceiros aceleram a adoção tecnológica, enquanto 89% dizem que esses ecossistemas reduzem o impacto de disrupções. Para 78%, os dados provenientes de parceiros contribuem diretamente para melhores resultados de negócio.
América Latina
Na América Latina, os indicadores seguem a mesma direção. Noventa e nove por cento dos executivos afirmam precisar decidir com mais rapidez, 85% apontam risco de perda de vantagem competitiva sem operação em tempo real e 95% reforçam a importância da confiança do consumidor na IA.
“Para prosperar em 2026, as empresas precisam investir em tecnologias que ofereçam agilidade, eficiência e inteligência aos negócios, entendendo que a IA precisa estar no centro da estratégia das empresas”, afirmou Marcelo Braga, presidente da IBM Brasil. Segundo ele, a combinação entre processos, produtos e serviços baseados em IA permite criar ambientes colaborativos para resolver problemas complexos.
Na visão regional, Tonny Martins, presidente da IBM América Latina, destacou que “velocidade e confiança serão os pilares da transformação nos próximos anos”, com ênfase na integração entre IA, governança e ecossistemas colaborativos.




