Estudantes da UFPE criam jogo sobre ritmos nordestinos e vencem Campus Mobile 2025
Projeto dos estudantes da UFPE recebeu prêmio na categoria Entretenimento e terá apoio para aprimoramento e viagem ao Vale do Silício

Estudantes da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) foram os vencedores da categoria Entretenimento da 13ª edição do Campus Mobile, concurso nacional de inovação e empreendedorismo realizado em São Paulo. A equipe criou o Ritmia, jogo digital que utiliza elementos pedagógicos para ensinar e valorizar os ritmos musicais nordestinos.
O grupo é formado por Ivon Jonson Cavalcanti, do curso de Design, e pelas estudantes de Ciência da Computação Luiza Diniz Mendes Monteiro Luna e Maria Letícia Maranhão Nascimento. O projeto apresenta gêneros como maracatu, forró e frevo por meio de uma experiência interativa, que combina música, animações e quizzes sobre a história e as características de cada ritmo.
Segundo os criadores, a proposta surgiu do desejo de levar ao concurso uma solução que representasse a identidade cultural da região. “Vimos a necessidade de vivificar a cultura nordestina entre as novas gerações. Então, o Ritmia é pensado como instrumento de resgate cultural e engajamento nos ritmos nordestinos”, afirmou a estudante Luiza Diniz.
O Campus Mobile é promovido pela Associação do Laboratório de Sistemas Integráveis Tecnológico (LSI-TEC) em parceria com o Instituto Claro, com apoio da Escola Politécnica da USP e do beOn Claro, hub de inovação da operadora. Em 2024, o programa contou com a participação de 569 estudantes, que apresentaram 285 projetos de 26 estados. Desde sua criação, já impactou mais de 9,4 mil jovens.
Além da premiação em dinheiro para aprimorar o jogo, a equipe da UFPE participará em setembro de uma viagem ao Vale do Silício, onde terá acesso a universidades e empresas de referência em tecnologia.
Para os participantes, a experiência incluiu ainda palestras, mentorias e uma semana de imersão em São Paulo, oportunidade considerada fundamental para o desenvolvimento da aplicação. “Os desafios do Campus Mobile possibilitaram que trabalhássemos em uma solução que nos levou muito além das atividades acadêmicas”, destacou Ivon Cavalcanti. (Com assessoria de imprensa)

