Conselho da Unifique aprova emissão de R$ 300 milhões em debêntures

Títulos vencem em junho de 2031, com os recursos sendo destinados a pagamentos relacionados à construção da rede móvel; Vero também aprovou emissão de R$ 150 milhões em notas comerciais
Unifique aprova emissão de R$ 300 milhões em debêntures; Vero vai emitir R$ 150 milhões em notas comerciais
Unifique vai emitir R$ 300 milhões em debêntures (crédito: Freepik)

O conselho de administração da Unifique aprovou, na segunda-feira, 27, a terceira emissão de debêntures da empresa, no total de R$ 300 milhões. A oferta será composta por 300 mil títulos, cada um com valor nominal de R$ 1 mil.

As debêntures serão do tipo simples, não conversíveis em ações, da espécie quirografária. A emissão será em série única, informou a operadora, por meio de fato relevante, nesta terça-feira, 28.

Os títulos terão data de emissão de 15 de maio deste ano, com vencimento previsto para 15 de junho de 2031. A amortização será em 11 parcelas, sempre nos dias 15 de junho e 15 dezembro de cada ano – o procedimento começa 24 meses após a emissão, sendo assim, a primeira amortização ocorre em 15 de junho de 2026.

Segundo a Unifique, os valores das debêntures serão atualizados pela variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), desde a primeira data de integralização até a data do efetivo pagamento. Além disso, serão aplicados juros de 6,5% ao ano. A Vórtx atuará como agente fiduciário da emissão – o coordenador líder ainda não foi informado.

A Unifique informou que os recursos captados por meio da emissão “serão destinados exclusivamente para pagamentos futuros ou reembolso de gastos, despesas ou dívidas” referentes “à construção de rede 4G ou superior”, além de infraestrutura de telecomunicações.

Vero emite notas comerciais

Também na segunda, 27, o conselho de administração da Vero aprovou a emissão de R$ 150 milhões em notas comerciais. Serão emitidas 150 mil notas, com valor nominal unitário de R$ 1 mil. Os títulos vencem em 6 de fevereiro de 2026. O dinheiro levantado vai pagar financiamento tomado junto ao banco Santander em fevereiro deste ano. Saldos remanescentes vão para o caixa da companhia.

As notas serão comercializadas no mercado secundário da B3. A responsável pelo “bookbuilding” será a Vórtx. As notas serão remuneradas anualmente em 100% do CDI, acrescidas de spread de 3,77%. Haverá pagamentos semestrais dos juros, em junho e dezembro. (Com colaboração de Rafael Bucco)

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Eduardo Vasconcelos

Jornalista e Economista

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