Com foco em ESG, ABBC quer ser inspiração para setor bancário

Em 18 meses sob a atual gestão, entidade destinou R$ 736 mil a causas humanitárias e programas de inclusão social; associação planeja intensificar medidas e divulgar balanços sociais anualmente
Sílvia Scorsato, presidente da ABBC, reforço compromisso da entidade com ESG
Sílvia Scorsato, presidente da ABBC, reforça compromisso com pauta ESG (crédito: Eduardo Vasconcelos/DMI)

Com foco na pauta ESG (sigla, em inglês, para meio ambiente, social e governança corporativa), a Associação Brasileira de Bancos (ABBC) planeja ampliar as ações socioambientais e se tornar uma “inspiração” para todo o setor financeiro, disse a presidente da entidade, Sílvia Scorsato, em coletiva de imprensa.

A organização divulgou, nesta terça-feira, 11, o balanço social do período de junho de 2021 a dezembro de 2022. Neste intervalo, a associação investiu R$ 736 mil em programas voltados à educação financeira, liderança feminina e projetos de impacto social, entre outras ações.

“A nossa ambição é ter um balanço mais completo e ainda com mais impacto social”, afirmou Sílvia, a respeito dos planos da associação para o futuro.

Desde abril de 2021, quando a executiva assumiu a presidência, a ABBC passou a dar grande foco nas ações de ESG. A partir de agora, a entidade deve publicar balanços sociais anualmente, com números das medidas tomadas em favor de projetos de inclusão social, preservação do meio ambiente e governança.

No período de 18 meses, a associação apoiou 24 organizações por meio de doações, capacitações, mentorias e ajuda humanitária. Internamente, constituiu uma diretoria de ESG e criou o Comitê de Gestão S, fórum diretivo cuja atribuição é debater a responsabilidade social da entidade. Além disso, ao lado das instituições associadas, pôs em prática a Comissão S, grupo responsável por indicar projetos e organizações para receber doações e firmar parcerias no que tange às ações socioambientais.

A associação também se tornou signatária dos Princípios de Empoderamento das Mulheres (Women Empowerment Principles – WEP), da Organização das Nações Unidas (ONU), e apoiadora do UNEP FI, parceria global estabelecida entre o setor financeiro e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente.

Os próximos passos, segundo a presidente da entidade, é mapear a efetiva entrada no mercado de trabalho de jovens participantes de projetos apoiados pela ABBC.

“Pretendemos continuar com a maioria das ações que fizemos até aqui e seguir evoluindo. Estamos pensando bastante em [contribuir para] formação e primeiro emprego”, indicou Sílvia.

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Eduardo Vasconcelos

Jornalista e Economista

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