BNDES financia projeto de governo digital no Rio e mira outros estados

Entre os eixos de aplicação do financiamento estão: Administração Fazendária, Infraestrutura de TI e de Conectividade e Cidade Inteligente.
Presidente do BNDES, Aloizio Mercadante (esq.),  prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes,  e presidente da ABNT, Mário Wiliam Esper, em anúncio do financiamento| Foto: Gabriel Souza/ BNDES
Presidente do BNDES, Aloizio Mercadante (esq.), prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, e presidente da ABNT, Mário Wiliam Esper, em anúncio do financiamento| Foto: Gabriel Souza/ BNDES

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou nesta segunda-feira, 27, a aprovação de R$ 117 milhões para ações de resposta a desastres, governo digital e gestão urbana inteligente com uso de inteligência artificial (IA) do Município do Rio de Janeiro. De acordo com a instituição, há intenção de levar a experiência para outras grandes cidades do país.

O financiamento se deu por meio da linnha BNDES PMAT – Modernização da Administração Tributária e da Gestão dos Setores Sociais Básicos, e compreende 90% do projeto. A previsão é de que o recurso seja aplicado na criação de “centros de operações de cidades”, que terão como objetivo “reduzir a complexidade da gestão, aumentar a eficiência e aprimorar a tomada de decisões pelos órgãos públicos em cenários que possam causar riscos ou danos às regiões”, segundo o comunicado.

O projeto mira quatro eixos principais: Administração Fazendária, Infraestrutura de TI e de Conectividade, Governo Digital e Cidade Inteligente. Entre as entregas previstas, estão:

  • plano de transformação digital dos órgãos municipais;
  • nova plataforma integrada de governo digital da cidade;
  • plano diretor de tecnologias da cidade inteligente;
  • otimização semafórica (telegestão e sensores); e
  • uso de ferramentas de Inteligência Artificial (IA).

A implementação de IA na atuação do governo, especificamente, será no âmbito do Centro de Operações e Resiliência (COR Rio). Segundo a Prefeitura, trata-se da criação do chamado “gêmeo digital” da cidade, “uma representação virtual de cenários urbanos reais para o enfrentamento de crises e desenvolvimento de políticas públicas em territórios de vulnerabilidade climática”.

O banco faz referência a diferentes políticas públicas federais na aprovação, como a Carta Brasileira para Cidades Inteligentes; a Política Nacional de Modernização do Estado (Moderniza Brasil); a Estratégia de Governo Digital (EGD); e a Contribuição Nacionalmente Determinada (iNDC – Compromisso de redução de emissões de gases de efeito estufa).

Com informações do BNDES*

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Da Redação

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