Banco Itaú abraça o Open Gateway e vira case no MWC

A iniciativa para a abertura das redes 5G para a comercialização de APIs lançada no ano passado já conseguiu a adesão de mais de 230 operadoras em todo o mundo. O Itaú é a primeira instituição financeira a participar do movimento.

Barcelona – A Iniciativa Open Gateway,  lançada no ano passado no MWC23, e que propõe desbloquear as rede de 5G para o desenvolvimento de APIS de todos os tipos, foi o principal mote da abertura do Mobile World Congress, que se iniciou hoje, 26. Mas, além de fazer um balanço de seu crescimento  Mats Granryd, diretor-geral da GSMA, organização que promove o evento, trouxe exemplos práticos de como diferentes segmentos industriais podem se apropriar dessa iniciativa. Subiu ao palco do Congresso Fábio Napoli, CTO do Banco Itaú, a primeira instituição financeira do globo a abraçar a iniciativa. “É com grande entusiasmo que estamos explorando o potencial do Open Gateway”, disse o executivo.

Segundo Napoli, o banco já está usando as  APIs de  autenticação financeira  e paulatinamente pretende adotar novas  APIs ( Application Programming Interfaces) para incrementar a experiência do cliente. “O principal objetivo é elevar a experiência do cliente para um novo nível”. No ano passado 20 operadoras uniram-se para lançar a iniciativa.  Este ano já somam 47 grupos com 239 redes de celular em todo o mundo

As três maiores operadora de celular brasileira passaram a integrar o Open Gateway em novembro do ano passado, quando lançaram três APIs distintas: de verificação de número; de Troca de eSIM e de localização do dispositivo.

Além das operadoras e de tradicionais fabricantes para as redes de telecom, como Ericsson e Nokia, novos parceiros fora do segmento de telecomunicações já ingressaram na iniciativa, disse o Granryd, como a AWS, Microsoft e Infobip. “Open Gateway unifica o ecossistema e cria a oportunidade para novos serviços para as operadoras móveis”, completou o executivo.

Redes Líquidas

José María Alvarez-Pallete, CEO da Telefónica e chairman do GSMA, assinalou que a união da fibra óptica, 5G, virtualização e “cloudificação” está fazendo com que as redes de telecom fiquem “líquidas”. Para ele, com a adoção do Open Gateway por diferentes países – além do Brasil e Espanha já ingressaram no movimento a África do Sul, o Sri Lanka, Indonésia e Alemanha – será possível padronizar a metodologia de maneira que possa ser adotada em todo o globo.

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Miriam Aquino

Jornalista há mais de 30 anos, é diretora da Momento Editorial e responsável pela sucursal de Brasília. Especializou-se nas áreas de telecomunicações e de Tecnologia da Informação, e tem ampla experiência no acompanhamento de políticas públicas e dos assuntos regulatórios.
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