Anatel quer limpar faixa de 2,3 GHz para LTE e a de 2 GHz para a TV

A consulta propõe mudanças em diferentes regulamentos da Anatel e estará disponível por 60 dias. A agência propõe destinar pelo menos 175 MHz para serviços de reportagem externa, repetidoras de TV, transmissão de programas. E outros 100 MHz para a banda larga LTE TDD

abstrata 15Uma no cravo outra na ferradura. A consulta pública aprovada na semana passada pelo Conselho Diretor da Anatel e publicada hoje, 5, no Diário Oficial da União, não só promove a limpeza da faixa de 2,3 GHz (2.300 MHz a 2.400 MHz) para a banda larga móvel, como também assegura um espectro mais limpo e sem interferências para os serviços auxiliares de TV – como os  de reportagens externas, links de transmissão de programas, comandos com os estúdios, etc.

O setor de radiodifusão há algum tempo reivindicava à Anatel migração para outra faixa a atual alocação de seus serviços Sarc (esses auxiliares e as repetidoras de TV), porque estão muito próximos do WIFI (que ocupa a faixa de 2,4 GHz) e acabam sofrendo interferência do serviço de telecom.

A Anatel resolveu, então, propor o deslocamento da radiodifusão para a banda de 2.025 a 2.110 MHz e de 2.200 a 2.290 MHz. Essa faixa mais baixa estaria destinada para a rádio digital, cuja implementação continua sem modelo de negócios sustentável até hoje.

Conforme salientou o conselheiro Zerbone, em sua análise, atualmente a tecnologia de banda larga móvel a ser usada na faixa de 2,3 GHz é a LTE TDD (Long-Term Evolution Time-Division Duplex), na qual já existe um ecossistema de fabricantes, equipamentos de transmissão, terminais de usuários e operadoras prestando o serviço.

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Da Redação

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