5G vai matar o 4G? LTE será 36% do mercado mundial em 2030

Novo relatório da GSMA indica que a dúvida não é se o 5G vai matar o 4G, mas quando. As operadoras vão investir US$ 1,5 trilhão entre 2023 e 2030 nas redes, 92% disso, em quinta geração.

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As operadoras de telecomunicações buscam a melhor forma de rentabilizar o 5G e ainda perseguem casos de uso, mas de uma coisa têm certeza: a tecnologia vai “matar” o 4G, que começa a entrar em decadência. O movimento não é inesperado. A TIM Brasil, por exemplo, avisou ano passado que não ia mais investir no LTE para focar na quinta geração. Acontece que esse foco vai predominar nos próximos anos em todo o mundo.

Estudo da GSMA, entidade que reúne operadoras móveis de todo o planeta, divulgado nesta segunda-feira, 27, na abertura do evento Mobile World Congress, em Barcelona (Espanha), indica que o 4G tem hoje 60% do mercado celular. Mas em 2030, representará apenas 36% dos acessos. Significa que a quantidade de pessoas que vão usar o 4G vai encolher em 40% nos próximos 7 anos.

Apesar dessa queda, será apenas em 2029 que o 5G vai ultrapassar o 4G em número de usuários. O 5G, que atualmente representa 12% dos acessos celulares, terá 54% em 2030, equivalente então a 5 bilhões de acessos. Os demais 10% serão tecnologias já em decadência, como 2G e 3G (GSM).

Vale ressaltar que o mercado móvel não vai crescer absurdamente até 2030. Hoje em dia existem 8,4 bilhões de SIM cards ativos no globo, em 2030 serão 9,8 bilhões, uma alta de 16,6%. Por ano, a GSMA calcula que serão feitas 1,7% de novas conexões.

A quantidade de clientes móveis “únicos” (assinantes de plano família com vários chips ou empresas com mais de um número são usuários únicos) passará de 5,4 bilhões para 6,3 bilhões em 2030.

Os smartphones, que hoje estão em 76% das mãos dos usuários, serão utilizados por 92% das pessoas. E as conexões IoT, que hoje soma 2,5 bilhões, serão 5,3 bilhões pelas estimativas da GSMA.

Tudo isso vai gerar um aumento pequeno da receita das operadoras. Hoje, as teles do planeta fatura cerca de US$ 1,07 trilhão por ano. Em 2030, deverão faturar “apenas” US$ 1,2 trilhão. É um incremento de 12%. Ou seja, a expansão das receitas não estará completamente alinhada ao aumento da demanda.

Ao mesmo tempo, as operadoras vão investir US$ 1,5 trilhão entre 2023 e 2030 nas redes, 92% disso, em tecnologia 5G.

Confira aqui o documento, em inglês.

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Rafael Bucco

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