Telefônica compra 15 torres do Grupo CAW
Superintendência-Geral do Cade não viu riscos concorrenciais na operação e aprovou a venda das torres pela CAW à Telefônica Vivo em rito sumário
A Superintendência-Geral (SG) do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) aprovou, sem restrições, a compra, pela Telefônica Brasil, de 15 torres do grupo paranaense CAW Projetos e Consultoria Industrial. A decisão foi publicada nesta segunda, 24 de março, no Diário Oficial da União. O valor do negócio não foi revelado.
A compra das torres da CAW pela Telefônica Vivo recebeu parecer favorável da área técnica do CADE. De acordo com a SG, a operação não gera preocupações concorrenciais significativas, permitindo que fosse aprovada sem condicionantes. O despacho não identifica riscos relevantes para a concorrência no setor em que atuam as empresas envolvidas.
A Telefônica Brasil, dona da Vivo, já possuía o direito de uso das torres adquiridas, utilizadas na prestação dos serviços de telefonia móvel. Já a CAW é uma empresa especializada em projetos industriais e de engenharia, consultoria técnica e gestão de infraestrutura.
No pedido de aval ao negócio, a Telefônica afirma que a compra é encarada como “uma oportunidade de expansão de seu portfólio de sites no Brasil”. Diz ainda que vai ajudar à melhorar a qualidade dos serviços e seu posicionamento competitivo.
Já para a CAW, resultará no retorno financeiro do investimento feito nas torres, permitindo à consultoria focar nos seus demais negócios – principalmente a fabricação de estruturas metálicas para torres de telecomunicações e setor de energia.
Segundo o órgão regulador, não há sobreposição relevante ou potencial prejuízo à competição no segmento de atuação das companhias, uma vez que a Telefônica já possuía o direito de uso das torres.
O processo seguiu a tramitação sumária dentro do órgão de defesa econômica, por se tratar de um acordo “simples o suficiente para não demandar uma análise mais aprofundada dos mercado envolvidos”, diz o parecer técnico. Com esta aprovação pela SG do CADE, as empresas estão liberadas para seguir com a concretização do negócio.