Setor móvel deve puxar resultados de Vivo e TIM no 1º trimestre, estima Santander

Projeção de analistas aponta que aumentos de preços devem contribuir para o incremento das receitas no período de abertura de 2024; EBITDA e margem também devem avançar
Vivo e TIM devem crescer puxados pelo setor móvel no 1º trimestre
Relatório aponta setor móvel puxando resultados de Vivo e TIM no 1º trimestre de 2024 (crédito: Freepik)

O serviço de telefonia móvel deve impulsionar os resultados financeiros de Vivo e TIM no primeiro trimestre deste ano, de acordo com um relatório de analistas do banco Santander, divulgado nesta semana.

Segundo a análise, as operadoras devem registrar “outro forte conjunto de resultados” no primeiro período de 2024, com crescimento da receita acima da inflação e expansão anual da margem EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização).

“Na nossa opinião, as tendências sólidas de crescimento das receitas serão impulsionadas principalmente pelo segmento móvel, à medida que as operadoras continuam se beneficiando de um ambiente de preços racional”, diz o relatório.

Além disso, a avaliação é de que 2024 deve ser um ano positivo para as teles, tendo em vista que tanto a Vivo quanto a TIM aumentaram os preços das ofertas recentemente em seus sites.

Os analistas ainda dizem que a expectativa é de que os preços também subam para a base atual de clientes nos próximos meses – a diretoria da TIM, inclusive, já anunciou que aumentará os preços dos planos pós-pagos no segundo trimestre deste ano.

Saiba mais sobre as projeções a seguir.

Vivo

Os analistas estimam que a Vivo obtenha receita líquida de R$ 13,5 bilhões no primeiro trimestre, com alta de 6,5% na comparação com o mesmo período do ano passado. O serviço móvel deve ter um faturamento “significativamente acima da inflação”, crescendo 8,5%.

“Vemos o forte desempenho impulsionado pelo efeito de transferência dos aumentos de preços implementados nos últimos trimestres e pelos bons números de adições líquidas”, ressaltam os analistas do banco.

Para a divisão de serviços fixos, o avanço interanual projetado é de 2%, indicando desaceleração ante o quarto trimestre de 2023, quando a expansão foi de 3,5%.

No que diz respeito à rentabilidade da operadora, o EBITDA projetado para o primeiro trimestre é de R$ 5,4 bilhões, montante que aponta alta de 8,8% na comparação com o mesmo período de 2023. A margem deve chegar a 39,7%. O lucro líquido estimado é de R$ 1 bilhão.

TIM

No caso da TIM, o relatório indica receita de R$ 6,1 bilhões no primeiro trimestre, crescendo 6,9% na comparação anual. O segmento móvel deve ter um impulso ainda maior, avançando 7,2%. Segundo os analistas, além do aumento de preços, a TIM tem tido sucesso na oferta de planos de maior valor aos clientes, o que impacta a receita positivamente.

A projeção é de que o EBITDA alcance R$ 2,9 bilhões no período de janeiro a março, com avanço de 10% em relação ao mesmo intervalo do ano passado. A margem deve chegar a 47,3%. O lucro líquido projetado é de R$ 494 milhões.

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Eduardo Vasconcelos

Jornalista e Economista

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