Pesquisa aponta liderança de TIM, Claro e Vivo nas favelas

Dados com 800 moradores de favelas aponta concentração em grandes operadoras e avanço da valorização de qualidade de conexão

Pesqiusa Torre celular favela

TIM, Claro e Vivo aparecem à frente nos principais indicadores de operadoras móveis em favelas brasileiras, segundo a nova edição do Tracking das Favelas, estudo contínuo conduzido pela NÓS – Novo Outdoor Social. De acordo com o levantamento, as três marcas lideram métricas como awareness, compra, preferência, intenção de compra e recomendação, com resultados próximos entre si.

O estudo indica que a disputa no segmento segue concentrada nas grandes operadoras. A TIM aparece com presença relevante em uso e lembrança de marca.

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Awarness (Imagem: Divulgação/NÓS)

A Vivo se destaca nos indicadores associados à percepção de qualidade e no Net Promoter Score (NPS), enquanto a Claro mantém desempenho estável ao longo dos indicadores analisados. Já a Oi segue com presença em awareness e base de clientes, mas registra NPS negativo, segundo a pesquisa.

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Percepção das marcas (Imagem: Divulgação/NÓS)

Preço, cobertura e franquia de dados

A relação dos consumidores com as operadoras nas favelas permanece fortemente orientada por fatores funcionais, como preço, cobertura e franquia de dados. Nesse ambiente, o consumidor tende a ser mais sensível a promoções e condições comerciais, o que favorece troca de marca.

A pesquisa também aponta que o uso da conectividade está ligado sobretudo a aplicativos de mensagens e redes sociais, o que reforça o papel do celular como principal ferramenta de acesso digital nesse público.

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Marcas recomendadas na favela (Imagem: Divulgação/NÓS)

Segundo Emilia Rabello, fundadora e CEO da NÓS, o estudo identifica uma mudança gradual no padrão de escolha. “A busca e valorização por planos completos e com maior volume de dados tem orientado uma mudança importante no consumo de telecom nas favelas. O levantamento mostra consistência das operadoras nos principais indicadores, enquanto avanço dos planos pós-pagos e qualidade da conexão redefinem a relação com consumidores”, afirmou.

NPS médio indica vínculo limitado

Apesar da concentração de lembrança e uso em poucas marcas, o estudo indica que o vínculo com o consumidor ainda é restrito. Segundo a NÓS, o NPS médio da categoria ficou em 27,1%, patamar que, na leitura da empresa, aponta presença relevante de usuários neutros ou detratores.

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Resumo das operadoras (Imagem: Divulgação/NÓS)

Nesse cenário, o diferencial entre operadoras passa menos pela presença isolada da marca e mais pela capacidade de sustentar percepção de qualidade e consistência de serviço no dia a dia.

“Em um cenário de alta sensibilidade a preço e promoções, operadoras que conseguem entregar consistência de serviço e percepção de qualidade tendem a sustentar melhores índices de preferência, intenção de compra e recomendação”, disse Emilia Rabello.

Metodologia da pesquisa

A pesquisa foi realizada com 800 pessoas que vivem em favelas, via aplicativo e com base em usuários previamente perfilados, com controle de cotas de gênero e idade. A coleta ocorreu por aplicativo com usuários previamente perfilados por classe social, gênero, faixa etária e localidade. Segundo a NÓS, a margem de erro é de 3,5 pontos percentuais, com 95% de intervalo de confiança. (Com assessoria de imprensa)

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Da Redação

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