“Não tenho dólares, só criptos”diz CEO da Binance

Apesar da queda do mercado de criptos, o CEO da  Binance disse estar otimista com o desempenho das criptomoedas no longo prazo.
“Não tenho dólares, só criptomoedas”, disse CEO da Binance-credito-freepik
Crédito: Freepik

As criptomoedas em queda mais uma vez parecem não afetar o otimismo de Changpeng Zhao, CEO da Binance, considerada a maior exchanges de criptomoedas por volume de negociação do mundo, com o desempenho do mercado de criptoativos. “Não tenho dólares ou moedas fiduciárias. Tudo o que tenho está em criptomoedas”, disse o bilionário em entrevista à CBNC.

De acordo com o executivo, as criptomoedas e moedas fiduciárias são intercambiáveis. Pode-se usar ativos digitais para comprar coisas na economia real e reabastecer o estoque para investimentos em potencial.

O CEO da Binance não se considera um bom exemplo em termos de investimentos, pois não possui uma carteira diversificada, e recomendou a diversificação das criptomoedas como estratégia .Além disso, afirmou que o Bitcoin é muito mais adequado para pagamentos internacionais que a moeda fiduciária, em função da transação ser mais barata e rápida.

Binance Labs

A Binance Labs, braço de capital de risco da Binance, arrecadou nesta quarta-feira US$ 500 milhões para um fundo de investimento focado em empresas envolvidas nos mercados de blockchain e Web3.

O lançamento do fundo da Binance chega em um momento em que o bitcoin e outras moedas digitais estão em queda acentuada. O bitcoin caiu mais de 50% desde que atingiu uma alta histórica de quase US$ 69 mil em novembro. Isso prejudicou empresas cripto de capital aberto como a Coinbase, cujas ações caíram 69% desde o início deste ano.

Considerada a maior plataforma de criptomoedas do mundo, a Binance disse que o fundo é apoiado pelas empresas de investimento DST Global Partners, Breyer Capital e Whampoa Group, bem como por outras companhias de private equity e family offices.

A Binance Labs planeja usar o capital para investir em empresas que constroem a “Web3”. Embora ainda seja um termo mal definido, a Web3 é usada para designar uma versão da internet futura, que promete ser mais descentralizada e baseada na tecnologia de registro digital em blockchain, que também fornece suporte para plataformas que negociam criptomoedas como Bitcoin e Ethereum.

(Com Criptonizando)

Avatar photo

Redação DMI

Artigos: 1771