Fraude com cartão de crédito atinge 20% das pessoas

Os brasileiros são os latino-americanos que menos acreditam nos riscos de cadastrar dados de cartão de crédito em aplicativos ou sites
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Crédito: Freepik

Pesquisa da Kaspersky apurou que a fraude com cartão de crédito é grande no país. A pesquisa aponta que 20% das pessoas  tiveram seu cartão de crédito utilizado sem autorização por terceiros, número importante quando é levado em conta a quantidade de pessoas que utilizam este meio de pagamento. Segundo o Serasa, cerca de 70% dos brasileiros possuem três ou mais cartões de crédito, sendo o meio de pagamento mais popular no Brasil.

No entanto, os bons hábitos digitais não acompanham a popularidade da utilização do meio de pagamento. Uma prova disso é que os brasileiros são os latino-americanos que menos acreditam nos riscos de cadastrar dados de cartão de crédito em aplicativos ou sites (69%) e não temem a fraude. Segundo Fabio Assolini, diretor da Equipe de Pesquisa e Análise da Kaspersky para a América Latina, confiar cegamente em um site dando-lhe seus dados do cartão de crédito é uma das formas mais comuns de ser hackeado.

“O consumidor está acostumado com as mensagens falsas, como no período de lançamentos de filmes populares nas quais pedem
informações do cartão. Já o segundo método que os criminosos mais usa é o ataque direto a empresas com muitos clientes . Com um ataque bem-sucedido, se consegue uma grande quantidade de cartões para realizar fraudes”, explica.

Apesar disso, o estudo mostra que os brasileiros não se preocupam com esse risco, pois cerca de metade deles possui cartões de crédito cadastrados em sites ou apps. Neste quesito, Brasil e Argentina lideram o ranking que deixam os dados de pagamento salvos nos serviços online.

“Como especialista de segurança, acompanhamos quando um ataque a empresas se torna público, faz parte do nosso trabalho. Mas o cidadão comum não presta atenção, muitas vezes ele até deleta o e-mail com o comunicado oficial, pois acha que é um spam ou promoção. Como consequência, o criminoso pode realizar fraude livremente. Esta é uma cultura que temos que mudar, as pessoas precisam tomar medidas mínimas para se protegerem. Em caso de ciberataque, o cliente final não tem responsabilidade, mas ele pode ter prejuízos e tem a oportunidade de evitá-los”, finaliza Assolini.

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Redação DMI

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