Cidades Inteligentes: especialistas indicam plataformas abertas para prefeituras

Mantidas pelo governo federal ou parcerias privadas, ferramentas foram desenvolvidas especificamente para auxiliar na tomada de decisões e análise de dados para a evolução tecnológica dos municípios.
Plataforma 'Inteligente' hospedada pelo MCTI, faz diagnóstico da maturidade das políticas de cidades inteligentes
Plataforma ‘Inteligente’ hospedada pelo MCTI, faz diagnóstico da maturidade das políticas de cidades inteligentes | Foto: Tele.Síntese

Especialistas em projetos para cidades inteligentes chamam atenção para plataformas voltadas à gestão de municípios, que estão prontas e abertas para auxiliar prefeituras, mas que ainda não são conhecidas pela maioria delas. As ferramentas foram compartilhadas durante o Smart Cities Mundi, evento realizado pela Momento Editorial nesta quinta-feira, 17. 

Uma das plataformas é a chamada Inteligente, que aplica uma metodologia para avaliação e diagnóstico de nível de maturidade de cidades inteligentes. A solução foi desenvolvida pelo Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer, unidade de Pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), com base em métodos internacionais. 

Uma das pesquisadoras envolvidas no desenvolvimento, Angela Maria Alves, explica o diferencial deste modelo. “Ele não faz uma avaliação com ranqueamento. Na verdade, faz um diagnóstico, estabelece um caminho ou meta para uma evolução da cidade inteligente”, explica Alves.

As prefeituras precisam compartilhar os dados na plataforma e o acesso fica fechado ao poder público, de acordo com a pesquisadora. O governo federal também pode utilizar a ferramenta para gestão.

Guia de Sandbox

A analista de Produtividade e Inovação da ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial) , Vandete Mendonça, recomenda que os gestores interessados em projetos de cidades inteligentes conheçam o modelo de Sandbox, que consiste em dispor de áreas reais para testes de tecnologia. A ABDI, em parceria com o Parque Tecnológico Itaipu (PTI), lançou um Guia que mostra o passo a passo para instituir o ambiente favorável para implantação de soluções. 

A exemplo prático, Mendonça explica que “a prefeitura informa quais problemas tem; lança o edital para implantar tecnologia e as empresas se inscrevem. [As inscritas]  passam pelo crivo de vários requisitos e fazem o teste de seis meses a 18 meses, dependendo da tecnologia do problema, e o PTI faz o relatório do que funcionou ou não para a prefeitura”.

Digitalização

Muitas prefeituras estão ainda na primeira fase de modernização, que é a digitalização de processos. Jundiaí (SP), cidade que está entre as top 10 mais inteligentes do país, contou com o Sistema Eletrônico de Informações (SEI) desenvolvido pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4). O secretário Adjunto de Finanças do município, Jones Henrique Martins, ressalta que apesar de ser uma ferramenta simples, foi importante para a transição digital da gestão.

O órgão firma cessões de direito do uso do SEI. A versão mais recente da plataforma permite o compartilhamento de processos entre os órgãos públicos sem a necessidade de remessa ou de malote digital. Atualmente, mais de 120 órgãos do governo federal utilizam o sistema, além de instituições estaduais e municipais.

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Da Redação

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