Aplicativo para gamers Discord treina policiais a combater crimes na plataforma

Segundo Ministério da Justiça, dezenas de suspeitos de praticar crimes através da Discord foram presas este ano

Discord (Divulgação)

O Discord, aplicativo de mensageria geralmente utilizado por gamers, treinou 1 mil policiais e promotores nos últimos meses a utilizar a plataforma em busca de criminosos. A iniciativa é parte de acordo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, foi batizada de Cyber40 e é coordenada pelo Ciberlab (Laboratório de Operações Cibernéticas) da pasta.

Os policiais foram ensinados sobre como a plataforma funciona. Passaram pelos treinamentos – virtuais – profissionais de 16 estados, de todas as cinco regiões do país.

Por meio do envolvimento do Discord com as autoridades brasileiras a partir de abril deste ano, as agências de policiamento fizeram “dezenas de prisões”, segundo o Ministério, de indivíduos que violaram as políticas de segurança da plataforma e cometeram crimes.

Entre os exemplos mais recentes desta colaboração está a prisão de 8 indivíduos entre julho e agosto deste ano no âmbito da “Operação Pessinus”, que visa identificar, investigar, prevenir e reduzir crimes cometidos no ambiente virtual. Estes resultados somam-se ao apoio prestado pelo Discord ao Ministério da Justiça na importante “Operação Escola Segura”, pela qual foram realizadas mais de 300 prisões em todo o país no início deste ano.

A empresa relata ter desligado 98% dos servidores que estavam violando as suas políticas de segurança infantil, o que evitou que mais crimes fossem cometidos na plataforma.

“Nós trabalhamos incansavelmente para tornar o Discord um espaço seguro para que nossos usuários possam conversar e passar tempo com seus amigos. Acreditamos que os jovens merecem ter um local online divertido e acolhedor para explorar os seus interesses, conectar-se com outras pessoas e encontrar pertencimento”, diz Rolando Veiga, gerente sênior de Respostas Jurídicas do Discord, que conduziu o workshop mais recente, no final de julho.

“Este conhecimento é essencial para ser compartilhado localmente e atualizado frequentemente com as autoridades de segurança pública para auxiliar no sucesso de suas investigações de atividades criminosas em nossa plataforma”, afirma.

O vice-presidente da empresa, Ross LaJeunesse, ressalta que o aplicativo é seguro. “O Discord é majoritariamente usado pelas pessoas para ter interações positivas, de modo que 99,9% das nossas comunidades brasileiras não tiveram violações de políticas nos últimos 6 meses”, calcula.

Segundo Alessandro Barreto, Coordenador do Ciberlab, os treinamentos mostraram como é possível às autoridades serem mais “eficazes na localização e apreensão de cibercriminosos”.

Além do Cyber40

O Discord conduziu mais de dez outros workshops para autoridades policiais e o Ministério Público nos últimos meses. Recentemente, a empresa participou de  workshop durante um Simpósio organizado pela Divisão de Crimes Cibernéticos do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (CAO-CIBER MPMT), no dia 15 de agosto. O evento contou com a presença de cerca de 150 autoridades policiais, incluindo policiais, delegados de polícia e promotores públicos.

O simpósio teve como objetivo explorar técnicas avançadas de investigação de crimes cibernéticos. “Fomos convidados para organizar um painel, durante o qual apresentamos os procedimentos apropriados para que as autoridades responsáveis pela aplicação da lei enviem solicitações adequadas de processos legais ao Discord”, afirmou Flávio Buzanovsky, do Licks Attorneys, representante legal do Discord no Brasil, que continuará fornecendo treinamento às autoridades brasileiras.

Esta colaboração entre as autoridades brasileiras e o Discord não tem previsão de término, já que se espera que outros workshops sejam realizados até o final do ano.

LaJeunesse visitou o Brasil na semana passada para continuar a construir o relacionamento da Discord com o governo, bem como se reunir com líderes comunitários locais para discutir e melhorar os esforços contínuos da empresa em segurança digital, regulamentação da Internet e o bem-estar online dos jovens no Brasil. (Com assessoria de imprensa)

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Da Redação

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